Tecnologia e Inovação

Drex: o que é a moeda digital do Brasil, como funciona e características

Equipe Conta Azul Equipe Conta Azul | Atualizado em: 16/03/2026

O que você vai ver neste post:

  • O que significa Drex, o que mudou no projeto e qual é a situação atual para 2026;
  • As diferenças entre Drex, Pix e criptomoedas, além dos possíveis impactos para empresas;
  • Como a Conta Azul se conecta ao futuro do dinheiro digital e apoia a gestão financeira do seu negócio.
Experimente grátis a Conta Azul

Drex é o projeto do Banco Central para criar o real digital, com valor equivalente ao dinheiro físico na proporção de 1 para 1. Essa era a proposta inicial, mas o plano passou por mudanças recentes e ainda está em fase de desenvolvimento.

O Drex não é criptomoeda, não vai substituir o dinheiro em papel e deve funcionar por meio de bancos e instituições autorizadas. Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que mudou, como ele deve funcionar e o que esperar para 2026.

Confira os assuntos que vamos abordar: 

E-book gratuito

100 Prompts para ChatGPT

Transforme o jeito como você cria conteúdos e organiza tarefas

Baixe agora!

O que significa Drex?

Uma pessoa analisando um gráfico digital

Drex é a sigla para Digital Real Electronic X. O nome foi escolhido para deixar claro que se trata de uma iniciativa ligada ao real brasileiro em formato digital. O “D” vem de digital, o “R” de real, o “E” de eletrônico e o “X” representa conexão.

Quando o projeto foi anunciado, a proposta era criar uma moeda virtual brasileira emitida pelo Banco Central, uma CBDC. Se você já pesquisou “cbdc o que é”, saiba que esse termo significa moeda digital criada por um banco central.

É importante reforçar: o Drex não é uma criptomoeda. Ele é um projeto oficial do governo, pensado para funcionar dentro do sistema financeiro, por meio de bancos e instituições autorizadas. 

Quem criou o Drex e qual era o objetivo do projeto?

O Drex foi criado pelo Banco Central do Brasil. A ideia surgiu como parte do plano de modernizar o sistema financeiro e preparar o país para uma nova fase do dinheiro digital.

Quando anunciou o projeto, o Banco Central queria criar uma moeda virtual brasileira mais segura, eficiente e integrada ao sistema bancário. O objetivo não era substituir o real em papel, mas ampliar as possibilidades de uso do dinheiro digital no país.

Entre os principais objetivos do Drex estavam:

  • Modernizar o sistema financeiro brasileiro;
  • Aumentar a eficiência e a segurança das transações;
  • Reduzir custos operacionais;
  • Criar novos modelos de negócio com ativos digitais;
  • Acompanhar o movimento global das CBDCs.

Principais características do Drex

O Drex foi pensado como uma versão digital oficial do real, com foco em segurança e integração ao sistema financeiro. Mesmo com as mudanças no projeto, algumas características continuam sendo a base da proposta.

Veja as principais:

  • Emitido pelo Banco Central: o Drex é um projeto oficial, diferente de criptomoedas privadas;
  • Paridade com o real: a proposta é que 1 Drex valha 1 real, mantendo o mesmo valor do dinheiro físico;
  • Moeda digital (CBDC): faz parte do grupo de cbdcs, que são moedas digitais criadas por bancos centrais;
  • Uso por meio de bancos: deve funcionar dentro de aplicativos e plataformas de instituições autorizadas;
  • Foco em dinheiro digital e ativos: além de pagamentos, a ideia envolve novas formas de negociar contratos e ativos digitais;
  • Não substitui o real em papel: o Drex não será obrigatório e não elimina o dinheiro físico.

Como o Drex funcionaria na prática?

O Drex funcionaria como um dinheiro digital emitido pelo Banco Central e acessado pela população por meio de bancos e instituições financeiras. Ou seja, o você não baixaria um “app do governo”, mas utilizaria sua própria instituição financeira para movimentar o Drex.

Na prática, o funcionamento previsto incluía:

  • Emissão pelo Banco Central: o Drex seria criado e regulado pela autoridade monetária, como acontece com o real físico;
  • Distribuição por bancos: pessoas e empresas acessariam a moeda virtual brasileira por meio de instituições autorizadas;
  • Uso de blockchain permissionada: uma rede controlada, com participação apenas de instituições aprovadas;
  • Transações entre carteiras digitais: pagamentos e transferências aconteceriam de forma digital, entre usuários validados.

Qual é a diferença entre o Drex e o Pix?

A diferença é simples: o Pix é um meio de pagamento; o Drex seria a própria moeda. O Pix transfere reais entre contas bancárias. Já o Drex foi pensado como o real em formato de dinheiro digital.

Na prática, ao pagar com Pix você envia reais da sua conta para outra. Com o Drex, a transferência seria da moeda digital entre carteiras autorizadas. Ou seja, o Pix movimenta o dinheiro; o Drex seria o dinheiro.

O Pix funciona na estrutura bancária tradicional. O Drex usaria uma blockchain permissionada e poderia permitir novas funções digitais. Mesmo assim, o Pix continuaria existindo e poderia até ser usado para transferir Drex.

O Drex é uma criptomoeda?

O Drex não é uma criptomoeda. Ele foi planejado como uma moeda virtual brasileira emitida pelo Banco Central, dentro do conceito de CBDC. Já as criptomoedas são criadas por entidades privadas e não têm uma autoridade central responsável.

Outra diferença está no valor. O Drex teria paridade fixa com o real: 1 Drex sempre valeria R$ 1. Já criptomoedas como o Bitcoin variam livremente, ou seja, hoje podem valer um preço e amanhã outro. 

Embora ambos usem blockchain, o modelo do Drex previa uma rede fechada e controlada por instituições autorizadas. As criptomoedas operam em redes abertas, sem regulação centralizada. Por isso, mesmo sendo dinheiro digital, Drex e cripto não são a mesma coisa.

O Drex seria obrigatório?

Mesmo no plano original, não havia previsão de que o Drex seria obrigatório para pessoas ou empresas. A ideia era oferecer mais uma opção de dinheiro digital dentro do sistema financeiro, sem substituir o real em papel ou forçar a adesão.

A adoção aconteceria por meio de bancos e instituições autorizadas. Ou seja, o uso da moeda virtual brasileira dependeria da oferta das instituições financeiras e da escolha de cada usuário, assim como já acontece com outros serviços digitais.

O que aconteceu com o projeto Drex?

Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil anunciou que desligaria a plataforma do Drex, a infraestrutura que vinha sendo usada para desenvolver o real digital. 

A tecnologia baseada em blockchain que sustentava o projeto enfrentou desafios de privacidade, segurança digital e custos elevados, e por isso foi descontinuada. O projeto não foi cancelado de vez, mas teve seu foco e cronograma alterados.

O que vem depois do Drex?

Mesmo com as mudanças no projeto, o Banco Central informou que a estrutura criada para o Drex não será descartada. A ideia é aproveitar a base tecnológica desenvolvida para continuar avançando na modernização do sistema financeiro e no uso de dinheiro digital.

Entre os próximos passos estão iniciativas ligadas à inovação financeira, à tokenização de ativos e a novos modelos de liquidação digital entre instituições. 

O foco agora é fortalecer a infraestrutura do mercado e preparar o país para novas soluções, mesmo que o Drex 2026 não avance como moeda digital para o público.

Como tecnologias como o Drex podem ser usadas no dia a dia?

O projeto do Drex nasceu para permitir novas formas de usar o dinheiro digital. Uma delas são os chamados contratos inteligentes. Por exemplo: um fornecedor só recebe o pagamento quando a mercadoria é entregue e confirmada no sistema.

Outra aplicação é a tokenização de ativos. Isso significa transformar bens, como imóveis, recebíveis ou contratos, em versões digitais que podem ser negociadas com facilidade. Para uma empresa, isso pode facilitar a antecipação de valores ou a captação de recursos.

Também está no radar a liquidação automática de transações, reduzindo etapas e intermediários. Na prática, isso pode tornar operações financeiras mais rápidas, seguras e com menos custos, apoiando a modernização do sistema financeiro.

O Drex é seguro?

Sim. O Drex foi planejado para ter as mesmas garantias do sistema financeiro tradicional, seguindo a Lei do Sigilo Bancário e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), com dados protegidos e sem vigilância total sobre o cidadão.

As transações seriam rastreáveis para evitar fraudes, mas o Banco Central não teria acesso direto aos dados individuais. O uso aconteceria por bancos autorizados, com permissão do cliente, em uma rede fechada e controlada.

Quais as vantagens do Drex?

Além de diminuir os custos com a impressão de dinheiro em papel e facilitar a rotina das empresas e da população para transações financeiras, outras vantagens do Drex são:

  • Mais rapidez nas transações, já que o processo ocorre em questão de segundos. Isso será possível porque as transferências, especialmente as de altos valores, não irão precisar de confirmação de saldo para serem aprovadas;
  • Mais segurança contra roubos, furtos, fraudes, ataques digitais e também contra lavagem de dinheiro;
  • Acesso para pessoas que não possuem contas bancárias;
  • Transações internacionais sem conversão de moeda e taxas;
  • Uma maior regulamentação do BACEN, que poderá monitorar todas as movimentações financeiras com a segurança da tecnologia blockchain.

Em que fase estava o Drex antes de ser cancelado?

Antes do desligamento da plataforma, o Drex estava em fase de pilotos e testes, como parte do desenvolvimento do real digital. O piloto começou em 2023 com a participação de várias instituições, e uma segunda fase focou em casos de uso e ferramentas práticas.

O desenvolvimento tecnológico ainda estava em andamento, e testes de casos de uso como liquidação de ativos e eficiência de transações eram avaliados para entender melhor como a moeda virtual brasileira poderia operar no sistema financeiro.

Com a descontinuação da plataforma original em 2025, essas fases foram interrompidas e o projeto será reconfigurado, com a expectativa de novas etapas alinhadas ao que for definido em 2026. 

Quais impactos o Drex poderia trazer para empresas e PMEs?

A proposta do Drex poderia reduzir custos financeiros, automatizar contratos, facilitar o acesso a financiamento e melhorar a gestão. Como dinheiro digital oficial, ele foi pensado para simplificar operações e trazer mais agilidade para empresas de todos os portes.

Na prática, contratos poderiam ser executados de forma automática, diminuindo atrasos e retrabalho. Isso ajudaria no controle de prazos, pagamentos e recebimentos, fortalecendo o planejamento financeiro empresarial.

O projeto também previa facilitar a negociação de ativos digitais, como recebíveis, o que poderia ampliar alternativas de crédito para pequenas e médias empresas. Com processos mais rápidos e integrados, a tendência seria ganhar eficiência e previsibilidade no caixa.

Como empresas podem se preparar para inovações como o Drex?

Mesmo com as mudanças no Drex, o avanço do dinheiro digital e das CBDCs continua no radar do Banco Central. Por isso, o primeiro passo é acompanhar as atualizações oficiais e entender como essas iniciativas podem impactar o seu setor.

Também é importante investir em infraestrutura digital e usar sistemas integrados de gestão. Um ERP atualizado ajuda a organizar dados financeiros, automatizar processos e preparar a empresa para novas formas de pagamento e liquidação digital.

Por fim, vale buscar conhecimento sobre temas como tokenização de ativos e contratos inteligentes. Entender esses conceitos desde agora facilita a adaptação a futuras inovações e fortalece o planejamento financeiro.

Como o Drex se conecta à gestão financeira digital?

O Drex foi pensado dentro de um cenário de transformação do dinheiro digital no Brasil. Isso conversa diretamente com a gestão financeira das empresas, que está cada vez mais automatizada, integrada e baseada em dados em tempo real.

Na prática, inovações como o Drex reforçam a importância de usar sistemas de gestão conectados ao banco. Um ERP integrado permite controlar entradas, saídas, contratos e fluxo de caixa de forma automática, acompanhando a evolução do sistema financeiro.

O futuro aponta para uma integração cada vez maior entre moeda digital, bancos e ERPs. Empresas que já investem em gestão financeira digital saem na frente para aproveitar novas tecnologias com mais segurança e eficiência.

Como a Conta Azul se prepara para o futuro do dinheiro digital?

O avanço de iniciativas como o Drex reforça que o dinheiro digital e a integração entre bancos e empresas são tendência. A Conta Azul acompanha esse movimento com um ERP em nuvem, integração bancária e automação para simplificar a gestão financeira.

Nossa proposta é conectar sua empresa ao ecossistema financeiro com mais controle e previsibilidade. Assim, independentemente dos próximos passos do Drex em 2026, seu negócio já estará preparado para um cenário cada vez mais digital.

Quer modernizar sua gestão e ganhar mais clareza sobre o seu caixa? Experimente grátis a Conta Azul e veja na prática como simplificar sua rotina financeira.

Perguntas frequentes sobre Drex

O Drex vai substituir o real?

Não. O Drex não foi criado para substituir o real em papel. A proposta era funcionar como uma versão digital da moeda, mantendo a paridade de 1 para 1.

Preciso ter conta em banco para usar Drex?

Sim. Pelo modelo original, o acesso ao Drex aconteceria por meio de bancos e instituições autorizadas, assim como já ocorre com outros serviços financeiros digitais.

Qual a diferença entre Drex, criptomoedas e stablecoins?

O Drex seria emitido pelo Banco Central e teria valor fixo igual ao real. Criptomoedas são privadas e variam de preço. Stablecoins também são privadas, mas tentam manter paridade com alguma moeda, sem garantia do governo.

Quais são as desvantagens do Drex?

Entre os desafios apontados estavam questões técnicas, custos de implementação e debates sobre privacidade. Esses fatores contribuíram para as mudanças no projeto em 2025.

O que são contratos inteligentes do Drex?

São acordos digitais que executam ações automaticamente quando uma condição é cumprida. Por exemplo, liberar um pagamento assim que um serviço é confirmado.

Leia também