O que você vai ver neste post:
- A retenção de impostos é um processo que tem como objetivo reduzir a sonegação fiscal;
- Ela ocorre quando a obrigação de recolhimento dos impostos é feita de maneira antecipada;
- Conte com a Conta Azul para facilitar a gestão tributária do seu negócio!
Ter uma empresa exige o cumprimento de uma série de obrigações tributárias. No Brasil, elas não são poucas e podem gerar confusão, pois a legislação é complexa.
Mesmo que seja responsabilidade do contador fazer a gestão de impostos do negócio, é muito importante que você entenda um pouco sobre esses processos contábeis. Assim, é possível monitorar o trabalho da contabilidade com muito mais conhecimento do assunto.
A retenção de impostos na nota fiscal, por exemplo, é um desses processos. Conhecer suas regras e saber como aplicá-las é essencial para evitar problemas com o Fisco.
Continue conosco na leitura deste conteúdo e saiba tudo sobre a retenção de impostos, nos seguintes tópicos:
- O que é retenção de impostos;
- Por que a retenção de impostos é necessária;
- Como funciona a retenção de impostos na nota fiscal de serviços e de produtos;
- Tabela completa de alíquotas de retenção;
- Por que as empresas devem ficar atentas à retenção fiscal;
- Como um ERP pode ajudar na retenção de impostos de pessoa jurídica;
100 Prompts para ChatGPT
Transforme o jeito como você cria conteúdos e organiza tarefas
Baixe agora!O que é retenção de impostos?

A retenção de impostos — ou retenção na fonte — é uma situação em que, diante de um pagamento de produtos ou serviços, o Governo Federal transfere a obrigação do recolhimento dos tributos.
Um exemplo é o caso de um funcionário que recebe mensalmente R$ 5.000, possui carteira assinada e a empresa já envia mensalmente o percentual referente ao Imposto de Renda para o Governo.
Perceba que, ao invés do funcionário pagar o valor do IR diretamente à Receita, a empresa já faz esse recolhimento, descontando do salário do colaborador o percentual e repassando ao Governo.
Além dessa que citamos, existem muitas outras situações envolvendo pessoas físicas e jurídicas em que ocorre a retenção de imposto. Com esse processo, o Fisco melhora a arrecadação, aumentando as chances de receber os tributos em dia.
Por que a retenção de impostos é necessária?
Os principais objetivos da retenção de imposto são reduzir a sonegação fiscal e melhorar a arrecadação dos tributos, como já falamos.
Na retenção de impostos, apenas empresas que possuem um porte maior (regimes tributários de Lucro Real e Lucro Presumido) são obrigadas a fazer este recolhimento, considerando que os percentuais cobrados, devido ao faturamento, são bem maiores.
Como consequência, as multas para quem não segue a legislação são igualmente grandes, contribuindo para que essas empresas façam a retenção devida e repassem o valor ao governo.
Para a Receita Federal, a retenção de impostos também facilitou o processo de fiscalização, considerando que o número de empresas fiscalizadas é bem menor.
Além de tudo isso, alguns impostos como PIS, COFINS, CSLL, CPP e INSS retornam à população em serviços que envolvem a seguridade social, como seguro-desemprego, auxílio-doença, assistência social, entre outros.
Como funciona a retenção de impostos na nota fiscal de serviços e de produtos?
A retenção de impostos acontece quando quem contrata o serviço ou compra o produto é responsável por reter parte dos tributos da nota fiscal e repassar diretamente ao governo.
Na prática, o prestador ou fornecedor recebe o valor líquido, já com os impostos descontados, e a empresa tomadora faz o recolhimento dos valores retidos.
O processo muda conforme o tipo de nota fiscal emitida: NFS-e (serviços) ou NF-e (produtos). Veja como funciona em cada caso:
Retenção na Nota Fiscal de Serviços (NFS-e)
A retenção é muito comum nos serviços e pode envolver impostos federais e municipais. Em geral, quem contrata o serviço (tomador) é o responsável por fazer o desconto e recolher o valor ao fisco.
Principais impostos que podem ser retidos:
- IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte): normalmente 1,5%, mas a alíquota pode variar conforme o tipo de serviço;
- CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): 1%;
- PIS: 0,65%;
- COFINS: 3%;
- INSS: 11% sobre o valor bruto da nota, em serviços que envolvem mão de obra.;
- ISS: imposto municipal, com alíquota entre 2% e 5%, conforme a legislação de cada cidade.
Quando ocorre:
- Quando o valor da nota fiscal ultrapassa o limite mínimo definido pela Receita (em geral R$ 215,05 para retenções federais);
- Quando o serviço está listado na legislação que exige retenção.
Quem é isento:
Empresas optantes pelo Simples Nacional, MEIs e, em alguns casos, micro e pequenas empresas (ME/EPP) podem estar dispensadas da retenção, dependendo da atividade e da cidade.
Exemplo prático:
Se uma empresa contrata um serviço de consultoria por R$ 1.000,00, o tomador pode reter IRRF, PIS, COFINS e CSLL (somando cerca de 6,15%). O prestador recebe R$ 938,50, e a diferença é recolhida pelo tomador nas guias correspondentes.
Retenção na Nota Fiscal de Produtos (NF-e)
Na venda de produtos, a retenção na fonte é menos comum, mas existe em situações específicas.
O principal imposto envolvido é o ICMS, que é estadual, e o recolhimento costuma ser feito por meio do regime de Substituição Tributária (ICMS-ST).
Como funciona:
- Em vez de o imposto ser pago em cada etapa da cadeia (fabricante → distribuidor → varejista → consumidor), um único contribuinte recolhe o ICMS de toda a cadeia ( geralmente o fabricante ou importador);
- Assim, o comprador já paga o preço com o ICMS incluso, e o governo antecipa a arrecadação.
Outros tributos que podem aparecer em casos específicos:
- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
- PIS e COFINS (incidentes sobre a venda, mas não necessariamente retidos);
- Retenções federais pontuais (PIS/COFINS/CSLL/IRRF) em operações com autopeças, carnes, bebidas e outros produtos listados pela Receita Federal.
Tabela completa de alíquotas de retenção
Antes de calcular ou reter qualquer imposto, é importante conhecer as alíquotas aplicadas a cada tributo. Elas variam conforme o tipo de operação, o regime tributário e a legislação vigente. Confira abaixo uma tabela resumida com os principais impostos e suas alíquotas de retenção mais comuns.
| Tributo | Alíquota típica* | Onde se aplica |
| IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) | 1,5 % | Pagamentos a pessoas jurídicas por serviços como consultoria, assessoria, auditoria e similares. |
| CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) | 1 % | Serviços prestados por empresas de Lucro Presumido ou Real. |
| PIS | 0,65 % | Aplicável a diversos serviços sujeitos à retenção federal. |
| COFINS | 3 % | Retida junto ao PIS e CSLL em notas de serviços. |
| INSS | 11 % | Serviços que envolvem cessão de mão de obra ou empreitada. |
| ISS (Imposto Sobre Serviços) | 2 % a 5 % | Cobrado pelos municípios sobre a prestação de serviços. |
As alíquotas podem variar conforme a atividade, o enquadramento tributário e o município.
Para valores detalhados e exceções, consulte a tabela oficial do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP).
Alíquotas e regras de retenção do IRRF
O IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) é um dos tributos mais comuns na retenção entre empresas.
Ele incide sobre pagamentos feitos por pessoa jurídica a outra pessoa jurídica, principalmente em serviços como consultoria, assessoria, auditoria, publicidade e administração.
A alíquota mais usada é de 1,5%, mas pode variar conforme a atividade e a natureza do serviço, conforme previsto na Instrução Normativa nº 1.234/2012 da Receita Federal.
Quem contrata o serviço é responsável por reter esse valor no pagamento e recolher o imposto via DARF, utilizando o código de receita correspondente.
Como funcionam as retenções de PIS, COFINS e CSLL
As contribuições de PIS, COFINS e CSLL costumam ser retidas em conjunto, pois seguem as mesmas regras e base de cálculo.
Elas incidem sobre o valor bruto da nota fiscal em serviços prestados por empresas do Lucro Presumido ou Lucro Real, quando o total ultrapassa R$ 215,05, segundo o artigo 31 da Lei nº 10.833/2003.
As alíquotas mais comuns são:
- PIS: 0,65%;
- COFINS: 3%;
- CSLL: 1%.
A soma dessas contribuições resulta em 4,65% de retenção sobre o valor total do serviço. O tomador deve reter esse percentual no pagamento e recolher o valor via DARF.
Exemplo rápido: em um serviço de R$ 10.000, a retenção total dessas contribuições seria de R$ 465.
Por que as empresas devem ficar atentas à retenção fiscal?
Não reter os impostos necessários ou cometer erros durante o processo resultam em problemas com o Fisco, que trazem inúmeras consequências.
A primeira delas é o pagamento de multas altíssimas, principalmente quando os tributos que são as chamadas contribuições sociais, como CSLL, PIS e COFINS, não são pagos. As multas, inclusive, podem até ser dobradas e o dono da empresa acusado de sonegação fiscal, dependendo da gravidade.
Outra situação que merece atenção é o repasse do valor retido à receita. Se, porventura, a empresa reter o tributo e não repassá-lo ao Governo, estará comentando a apropriação indébita, conforme a Lei 8.137 de 1990, que diz em seu Artigo II:
II – deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos.
É claro que, como já falamos, é de responsabilidade do contador orientar o dono da empresa quanto às obrigações tributárias. Contudo, é o empreendedor o responsável pelo negócio e ele é quem será autuado caso ocorram divergências quanto à retenção de impostos.
Ao entender como funciona o processo, ele pode acompanhá-lo junto ao contador, garantindo que as obrigações fiscais e tributárias estão sendo cumpridas corretamente.

Como um ERP pode ajudar na retenção de impostos de pessoa jurídica?
A retenção de impostos ocorre no momento da geração das notas fiscais da empresa.
Um sistema ERP centraliza todos os setores do seu negócio, como financeiro, estoque e vendas em um único local. Alguns, inclusive, permitem a emissão das notas fiscais e fazem a integração com a contabilidade, como a Conta Azul Pro.
Com isso, acompanhar as datas de vencimento de cada imposto fica mais fácil e o risco de você pagar multas por atraso ou pelo não pagamento das obrigações tributárias é bem menor.
Um sistema ERP também evita o recolhimento errado dos tributos e reduz o trabalho com digitação, já que você cadastra apenas uma vez todos os impostos que devem ser pagos.
O controle das finanças da empresa é simplificado com um ERP, já que todos os lançamentos são integrados ao setor financeiro.
Dessa forma, assim que um tributo é pago, essa movimentação recebe a baixa automática e isso também vale para as demais contas a pagar e a receber da empresa.
Assim, com muito mais clareza, você consegue visualizar tudo o que já foi pago e o que aguarda pagamento, podendo se planejar melhor.



